sábado, 12 de março de 2011

As chuvas em Antonina

Faz mais ou menos dez dias que chove em Antonina e isso nem surpreende, uma vez que esse canto de mundo é premiado (?) por esta característica. Chove sempre. É pé de serra e mata atlântica. Mas desde o dia 10 os céus despejaram água de um jeito muito estranho, como muitas nuvens tangidas por um vento louco, em todas direções. E muita água de cada vez, como grandes, imensas baciadas de água. E pronto. Foi o bastante para uma desgraceira de casas desabando, barro pelas ruas, barrancos se diluindo, árvores vindo morro abaixo. Coisa triste, gente sem casa, impedidos de chegar até aquilo tudo que juntaram com sacrifício, sem esperanças de terem o que é seu de volta. E a surpresa nos olhos, como? como foi que isso aconteceu aqui, nessa terra onde nada disso acontece? Essas coisas são lá longe, onde só a TV vai, a gente nunca. Não aqui. Nem meu avô viu uma coisa dessas, diz o velhinho, o olho de surpresa e de decepção, julgava que Antonina nunca. Nunca mesmo, dona, fosse aparecer na TV despreparada, sem os enfeites, sem os sorrisos todos. Pois é. Agora é juntar os cacos e consertar o jarro. Com as autoridades entendendo e aprendendo. E com o povo todo respeitando a natureza.

Um comentário:

  1. Olá, querida Sonia,
    Nem meus pais viram tamanha força da natureza. Pelo que soube, via informações de amigos e familiares, a coisa foi feia. Mas o espírito solidário do antoninense e adotados, irá vencer mais essa.
    beijo

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