terça-feira, 9 de agosto de 2011

En Marruecos, que saudades!





Meus amores,
enfim,fui ao Marrocos. Marruecos, aqui en España. Entonces, la excursion va por Celta, que és una ciudad española en África. He andado un poquito más do que és mi costumbre por España. Pra começar, atrevessamos (fui com a excurçao de outra escola) de balsa o extreito de Gibraltar. A balsa parece mais um navio, imensa, com Free shopping, restaurante, toilletes de luxo, poltronas, bar. Uma hora para a travessia e estamos em Celta, dali para Tetouan, onde ficamos num hotel muito confortável. Acordamos cedo no sábado e visitamos a cidade (um passeio ligeiro de onibus). Descemos no centro e fomos visitar a Medina ( a cidade antiga, dentro das muralhas). Que loucura o mercado!!! As especiarias mais exóticas, cheiros de coentro, cominho, cravo, canela, hortela. Frutas diferentes, animais vivos, uma vaca esquartejada dentro de um carrinho de mao. Tínhamos que pedir antes para bater fotos e alguns diziam que não. As mulheres cobertas, mas não tanto quanto pensamos, apenas com lenços nos cabelos e gelabas. Muitas usavam roupas ocidentais, mas os cabelos sempre cobertos. Os homens usam gelabas, algumas bem sinistras, pretas com capuz, como figuras de gibi. Os homens árabes falam muito, usam bigodes e olham as mulheres ocidentais como se fossem animais no zoológico. Mas sao muuuuuitos gentis. Fomos a uma cooperativa de artesãos, para exercer a arte de regatear. Eu ñ sabia fazer isso e tive que aprender, porque eles não brincam em serviço, adoram negociar, é o jogo preferido. Se uma coisa custa 3 € eles começam por 100€ e isso é muito cansativo. Teve uma hora que eles já haviam trocado de vendedor umas oitenta vezes pra tentar me vender um monte de coisas que eu não queria. Quase gritei ao perceber que o grupo havia ido embora e eles me encurralavam num canto, tres ou quatro, entusiasmadíssimos, e eu irredutível - que no, que no, que no. Até que descobri que uma das peças estava quebrada e fiz que ia trocar e fugi. O guia estava me esperando na porta, o fdp. Dai entramos em um palácio para almoçar. A antiga medina é cheia de casas que vc não dá nada por fora, mas quando entra é um verdadeiro palácio das mil e uma noites. Azulejos, colunas, portas maravilhosas, fontes, páteos, almofadas, esculturas. Antigamente moravam ali os ricos, mas foram se mudando e as pessoas das montanhas (beriberis) foram ocupando os palácios. Moram em muitas famílias e dividem as áreas comuns - salas e cozinhas. Disse nosso guia que o aluguel é muito barato. Tetouan foi da Espanha, da província de Andaluzia, assim como todo o Marrocos, por um tempo suficiente para ter todas as características da cultura espanhola ( moura-judia-crista). O Marrocos é um país árabe, mas é um reinado democrático, muito ocidental e ali vivem em paz judeus, cristaos e muçulmanos. Comemos cuzcuz (muito parecido com a comida que minha mae fazia), com legumes e frango. Tomamos um chá muito bom. Depois Fomos à Tanger, um balneário de areias finas e douradas, com o mar da cor de esmeralda. Subimos um monte e avistamos o encontro do Atlantico e Pacífico, avistamos a Espanha do outro lado. Andei de camelo. ANDEI DE CAMELO!!!!! Juro!!!Vcs vao ver as fotos. Comprei regalos bem mais baratos. Voltamos para Tanger e caimos nas maos dos mercadores de bigode, que nos queriam tirar o couro. Depois fomos dormir. Caiu uma tempestade que parecia que o mundo ia acabar, mas o dia amanheceu sem muitas nuvens e fomos a Chefchaouen, um pueblo em uma montanha de 2800 m. Muitas mesquitas, labirintos e casas pintadas de branco e azul, que é a cor do pueblo. Um guia muito simples e muito severo nos contou como vivem: todos sao artesaos, ñ tem mais de uma mulher, todos trabalham em casa e vendem seus produtos para os turistas. Plantam o que comem, fazem queijos de cabra e manteiga. O pao é cozido comunitariamente. Os banhos sao públicos. Os homens das 4 da madrugada até meio dia. do meio dia até as 08 as mulheres e os niños. Grandes piscinas de água perfumada de ervas, em tres temperaturas. Massagens para curar os males do corpo. Nunca falta água, porque há um grande lago subteräneo de alguns quilometros de extensao. Lavam as roupas com a água que vem desse lago, por canaletas que foram construidas no século 15 e ainda estao muito bem. Lavam em grandes coberturas comunitárias, com tanques, enquanto cantam, mas ñ querem que tiremos fotos. Os homens fiam e tecem a la, a seda e o algodao. As mulheres tingem os tecidos e os lavam. Sao mantas, cobertores, colchas, gelabas, tapetes, cortinas. Saias, bolsas. Fazem muitas cerämicas. coisas lindas, verdadeiras peças de arte. Sao bonitos, gentis e educados. Tambem trabalham a prata, o cristal, o cobre. Muitos aromas de especiarias. Dali seguimos para Celta e voltamos para España. Cheguei de madrugada em Granada e voltamos - eu e mais duas gurias da minha residencia- a pé. cheguei morta e dormi feito uma pedra. Adorei a viagem. Estou muito bem, com saúde e ñ fui rapatda para servir a um desses árabes que podem ter 8 mulheres - sei que já ñ tenho tantos encantos, mas sei cozinhar muito bem e isso hoje em dia é uma qualidade que ñ se encontra fácil, nem aí, nem aqui e nem nas arábias.

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