sexta-feira, 9 de setembro de 2011

"Causos" de Antonina III

III – Seu Chiquinho

Seu Chiquinho, todo mundo conhece em Antonina, é o agente funerário. Imaginamos as mil e uma histórias que tem para contar. Mas ele nos presenteia com suas reminiscências de juventude, muito antes de ser a última pessoa a cuidar de nossos negócios. Seu pai era um comerciante pobre. Em 1951 foi para Paranaguá, trabalhar no Banco Brasileiro de Descontos, indicado por dona Rosa Pantaleão. Lá o chefe era Jobel, figura conhecida e patrimônio vivo de Antonina. Ele dava plantão no Clube “Rio Branco Futebol Clube” e lá assinava cheques do banco e despachava os documentos que os subordinados lhe apresentavam. Na maioria das vezes estava no Bar do Alcides, ao lado do campo.

Seu Chiquinho tinha uma tia, Porcina, que esteve noiva de um sujeito chamado José Pinheiro por 25 anos. O noivo passava a vida a passear no seu sítio, e chegava a ficar meses por lá. Um dia, apareceu na cidade o Chico de Mola, que roubou dona Porcina e casou-se com ela em uma semana. O ex-noivo comentou com os outros que a noiva tinha muita pressa para casar.

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