sábado, 5 de maio de 2012

Resposta ao posicionamento do Sr. Márcio Ballera

Márcio Ballera, presidente da Câmara de Vereadores de Antonina, fez uma postagem sobre esse episódio do projeto de lei da vereadora Marga, que foi recusado pela comissão de legislação e redação final. Publicou uma fantasia emocional de outro blogueiro e ainda deu seus pitacos. Deve imaginar que Antonina é terra de ninguém. Fiz uma resposta a ele, que publico abaixo. Quem tiver dúvidas, que consulte as leis referidas, a resposta da comissão e os apaixonados arroubos de Edson Moura Rosa em seu blog. Está me parecendo uma novela que vai pegar fogo. Aqui em baixo, a minha resposta:


Márcio:
O rapaz que fez essa "mea culpa" tão escandalosamente esfarrapada, será que leu pelo menos a lei em vigor (que não pegou) e o projeto de lei da vereadora Marga? Parece-me que não. Entendi que ele só leu o parecer da comissão e então, como num passe de mágica, virou a casaca e agora até já pede a cassação da vereadora, num gesto tresloucado, num excesso teatral e ensaiado, que o senhor publicou sem nenhum pejo. Espero que também publique essa minha postagem, sem censura, porque eu mesma a estou publicando no meu blog (que não é tão importante como o seu, claro). O rapaz sheakspeariano não viu que a tal comissão não substitui o conselho? que o fundo criado fica sem a representatividade da população (nele não há paridade), que o fundo pode ir pro saco? E pedir cassação "por danos morais" a essas pessoas da comissão de justiça e redação final, tão interessadas no bem comum e nos direitos da população antoninense? Todo parlamentar vai à tribuna para espernear quando seus projetos não são aprovados. Só aqui em Antonina e nessa câmara e com esses vereadores, o direito de reclamar é um abuso. Ainda mais uma mulher, negra e petista, onde já se viu, não é? Sou filiada ao PT. Não ouse mexer e ameaçar o mandato legítimo de uma mulher parlamentar do meu partido.

6 comentários:

  1. minha querida amiga, pelo que entendi o tal rapaz comprou a briga da Marga e depois roeu a corda. Embora considere nobre o ato de reconhecer equívocos, concordo com você a respeito da forma teatral com que o blogueiro se manifestou, dando mostra de sua falta de convicção e preparo para lidar com a coisa pública.
    Se não estou equivocado,o indeferimento do projeto de lei da vereadora, entra em choque com o já existente conselho municipal de meio-ambiente, e, segundo sua postagem, o projeto da vereadora não inibi a atuação do referido conselho?
    Independente de acertada a sanção, ou não, por parte da comissão legislativa ao projeto da Marga, quero aqui deixar a minha indgnação ao que me parece ser um indício de uma campanha orquestrada - se por ventura ocorrer - de caçassão ao mandato da vereadora do PT. Se assim ocorrer, conte comigo e com meu espaço!
    Luiz Herique Rubeiro da Fonseca

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    1. Não, Luiz, o conselho não existe. Existe uma lei do tempo da Dona Munira, que criou uma comissão para fiscalizar o fundo. A comissão não tem o mesmo poder nem a mesma representatividade de um conselho. O Projeto de Lei da Marga criava o conselho. Enquanto não houver um conselho, não haverá o fundo, portanto a lei do tempo da Dona Munira é inócua. A tal comissão nunca funcionou. Não existe.

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  2. A lei da munira que criou a comissão está em vigor e é para fiscalizar o fundo, certo?
    Se é para fiscalizar o fundo, deduzo que deveria existir a comissão para fiscalizá-lo, certo?
    Portanto, se eu não estiver equivocado, existe uma lei em vigor que cria a comissão, mas ela não atua e se não atua não há fundo, certo?
    E para ter o fundo precisa do conselho, certo?
    Posto isso, pq cargas dágua o projeto de lei foi indeferido?

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    1. Então, amigo, é isso mesmo. E agora um bando de gente quer que a gente acredite que a Marga merece ser punida. Ninguém sabia dessa lei, nem os prefeitos, nem os vereadores, inclusive aqueles que eram vereadores na época da votação (1999). Todo mundo ignorava essa lei, porque a comissão não existia. Foi um erro não ter visto isso? Sim, mas não desse tamanho que querem nos fazer crer. A tal comissão passou dois anos com o projeto engavetado. O parecer apressado demonstra que o assunto não foi estudado. Bastava incluir na redação final do projeto que a nova lei revogava a antiga. Não é assim que funciona?

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  3. É sim, minha amiga. Se a lei não pegou que a revogue e que aproveite o projeto de lei da Marga e, se for o caso, ajuste-o de acordo com as diretrizes do MAA.
    A propósito, gostaria que vc colocasse esas questões na postagem do Comissão x Conselho, dos Amigos do Jekiti.

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  4. Eu só vi seu pedido agora. Mas postei a resolução do PT, que, acredito, contempla o seu pedido.

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