terça-feira, 24 de julho de 2012

Notas de Campanha II

Ao longo da caminhada de militância, a gente descobre que é muito fácil fazer a  luta pelo direito, pela igualdade, pela justiça. Quem está deste lado não tem medo de dizer a verdade, pode falar com estes e aqueles e ter o respeito do  adversário e do aliado. Um anônimo, uma vez, no blog do meu amigo Luiz Henrique, me chamou de festiva. Eu, que estou deste lado desde muito jovem (quando eu tinha quinze anos o país foi tomado pelos militares), sei muito bem o que a gente costumava chamar de festiva(o). Eram os meninos e meninas bem nascidos, que gostavam de andar nas rodas da esquerda e tinham discursos na ponta da língua, mas que na hora do "vamo vê" fugiam de medo. Eu nunca fui festiva e minha luta se deu no movimento sindical. Não era a militante no partido , mas fiz as greves e participei das lutas pela democratização. Festiva é a mãe!
 Desculpem, o festiva estalava entalado na garganta.

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