quinta-feira, 27 de outubro de 2011

As cinzasdo vulcão do Chile em Antonina




Pode parecer que eu deliro, mas na semana passada choveu aos baldes, a cântaros, como nos dias fatídicos de março. Só que foi por duas horas. No dia seguinte (terça-feira), a Andréia me perguntou se havia chovido sal, porque a calçada estava toda branca. Daí notei que as folhas da roseira vermelha tinham um pó esbranquiçado. Outras plantas apresentavam esse pó, que é diferente da doença que atingiu este ano todas as árvores do meu quintal. Esse pozinho sai fácil. É o mesmo das calçadas. O Paulo matou a charada: é o pó do vulcão do Chile, que inundou o sul do Brasil e veio parar em Antonina.

domingo, 23 de outubro de 2011

Nem sempre ganhando, nem sempre perdendo...

Tem vezes que a gente tem que fazer escolhas difíceis. Escolhas definitivas, que nos fazem perder noites de sono e nos remetem ao inferno interior, aquele poço das incertezas, o medo de errar, o julgamento das pessoas. Transpor essa ponte, escolher o caminho, sem olhar para trás e sem arrependimentos, ai meu calos! Esses momentos são muito raros quando já viramos o cabo da Boa Esperança. Eles são próprios da juventude, quando nos vemos frequentemente em encruzilhadas, como "Caso ou compro a calói?" "Psicologia ou Física Nuclear?" "Tomo ou não a pílula do dia seguinte?" Coisas assim. Decidi hoje deixar o curso de Linguagem e Comunicação. Não vou dizer porque, mas posso dizer o quanto foi difícil. E não há nada que me console e me cure desse sentimento de derrota. Mas já comecei novos planos: vou voltar a pintar aquarelas, vou aprender a tocar piano. Aprender a andar de bicicleta e COMPRAR A CALOI, dirigir, nadar. Ler de novo o que eu quiser, sem me preocupar com teses acadêmicas, estilos literários, resenhas e resumos. Ler de novo tudo o que me cair na mão com gosto e sem compromisso. Taí, nem sempre ganhando, nem sempre perdendo. Meu tempo? É hoje.